sexta-feira, 24 de junho de 2011
Carta Ao Meu Passado.
Quero chorar e não consigo. Temo que chore até à exaustão. Quero gritar, mas falta-me a voz. Quero chorar, mas ninguém me vê. Quero gritar, mas ninguém me ouve. Sinto-me isolada rodeada de gente. Sinto-me calada, não me sei exprimir. Sinto-me vazia de sentimentos bons. Sinto-me cheia de solidão. Temo sorrir, porque sei que a alegria é passageira. Mas sorrio chorando. Lágrimas que não se vêm, mas choro por dentro. A alma grita, é mais poderosa a sua força que o corpo morto, apesar de ferida. Sinto-me prisioneira deste sentimento. Não encontro o conforto, não encontro coesão, não encontro explicação. Não tenho forças para lutar. Sinto o cansaço de uma vida de desilusão. Sinto que envelheço a cada minuto que passa. Prisioneira de mim propria, o meu pior inimigo. Nem sei se estou acordada.
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